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Chumbo ou lítio: quanto custa cada um à sua frota, em 5 anos
Meta os dados da frota e veja, lado a lado, o custo de ficar no chumbo e o de passar a lítio: poupança por ano, retorno, custo por hora e a potência (kVA) que a sala de carga vai pedir ao fornecedor de energia. No fim, se quiser, enviamos-lhe esta estimativa por email e uma proposta com valores reais.
Valores indicativos. Preços e percentagens desta página são estimativas iniciais (versão 2026-11-01); o cliente pode alterar todos. A proposta real sai depois de vermos a sua frota.
A sua factura de electricidade: o que paga mesmo por kWh
Numa factura de empresa em Portugal o preço «por kWh» do contrato é só uma parte. As linhas habituais são: energia activa (kWh × preço, por período: ponta, cheias, vazio), potência contratada (kVA × preço por dia), potência em horas de ponta (nas tarifas de média tensão e BTE), energia reactiva, taxas e IVA. O lítio mexe em três: menos kWh (carga mais eficiente), menos carga em horas de ponta (carrega-se nas pausas, em minutos) e menos reactiva (carregadores HF com melhor factor de potência).
Preencha o total e os kWh.
Custo real do kWh = (total da factura − potência contratada) ÷ kWh. É este número, e não o do contrato, que deve entrar na calculadora.
Lítio ou chumbo: o que muda na operação
| Chumbo-ácido | Lítio LiFePO4 | |
|---|---|---|
| Carga | 8 h de carga + arrefecimento; carga parcial estraga a bateria | Carga de oportunidade: 15–30 min nas pausas, sem estragar; 1–2 h para carga completa |
| Segundo e terceiro turno | Segunda bateria e troca a meio do dia: ponte ou carro de troca, 30 min de gente por troca | Uma bateria por máquina; carrega-se nas paragens |
| Manutenção | Água destilada, equalizações, limpeza de bornes, verificação de densidade | Nenhuma; o BMS vigia as células |
| Sala de carga | Zona própria com ventilação, extracção de gases, lava-olhos e EPI | Carrega onde a máquina pára; sem gases |
| Energia | Da parede à máquina aproveita ~58 % | Aproveita ~85 %: até 32 % menos kWh |
| Vida útil | ~1 200–1 500 ciclos; descargas fundas encurtam-na | Mais de 8000 ciclos com capacidade acima de 80 % |
| Descarga profunda | Abaixo de 20 % sulfata e perde capacidade | Aguenta; o BMS corta antes de fazer mal |
| Cofre e peso | O peso faz parte do contrapeso da máquina | Cofre de aço com o mesmo peso e as mesmas medidas: sem adaptar a máquina |
| Garantia | Normalmente 1–2 anos | 4 anos, com revisão anual incluída |
| Fim de vida | Recolha obrigatória do chumbo | Recolha e reciclagem a cargo do fornecedor durante toda a vida da bateria |
Quando o chumbo ainda compensa: um turno curto, poucas horas por dia, máquina em fim de vida ou frota de uma máquina só. Nesses casos a poupança por ano é pequena e o retorno demora — a calculadora mostra-o sem rodeios.
Condições da proposta
- Compra ou aluguer. Propomos as duas e comparamos; desconto por volume.
- Garantia mínima de 4 anos na bateria e no carregador, com revisão anual durante a garantia.
- Transporte e instalação incluídos; entrega normalmente numa semana.
- Assistência técnica no dia útil seguinte no Grande Porto e Lisboa, ou bateria de substituição.
- Fim de vida: recolha e reciclagem da bateria a cargo do fornecedor, durante toda a vida útil.
- Certificação CE, células LiFePO4, montagem na União Europeia; BMS com protecções de tensão, corrente e temperatura.
- Seguros e responsabilidade civil: cada seguradora tem regras próprias para baterias de lítio; entregamos a documentação técnica (certificados, ficha de segurança, instruções de instalação) que a sua seguradora pedir.
Como calculamos
- Energia por turno = tensão × Ah × 0.8 ÷ 1000 (a bateria descarrega 80 % por turno). A parede paga mais: ÷ 0.58 com chumbo e carregador convencional, ÷ 0.85 com lítio e carregador HF. A diferença, × turnos × dias × máquinas × preço do kWh, é a poupança em energia.
- Manutenção = máquinas × o que gasta hoje por bateria e por ano. No lítio é zero.
- Baterias de chumbo que deixa de comprar = máquinas × baterias por máquina × preço de uma nova ÷ anos que dura.
- Trocas de bateria = máquinas × (turnos − 1) × dias × 30 min × custo da hora, só quando há 2.ª bateria. No lítio não há trocas.
- Investimento = máquinas × (bateria de lítio + carregador, se novo). A bateria de lítio é a da tabela com a capacidade de chumbo igual ou acima da sua.
- Custo a 5 anos: chumbo = (energia + manutenção + baterias + trocas) × 5; lítio = investimento + energia × 5. Retorno = investimento ÷ poupança por ano × 12. Custo por hora = custo por ano ÷ máquinas ÷ (turnos × 8 h × dias); no lítio o investimento reparte-se pelos 5 anos, embora a bateria dure mais.
- Sala de carga = máquinas × tensão × 1.2 (a bateria carrega acima da tensão nominal) × corrente do carregador ÷ 1000 ÷ 0.92 (rendimento) ÷ 0.95 (factor de potência), × percentagem de máquinas a carregar ao mesmo tempo (100 % é o pior caso, que é o que o fornecedor de energia quer saber; com gestão dinâmica de carga, DLM, fica por ~60 %). Corrente por fase = kVA × 1000 ÷ (1,732 × 400 V) no trifásico, ÷ 230 V no monofásico; o disjuntor e o cabo são do seu electricista. O carregador é escolhido para carregar a 0.5 C. Se faltar potência, há carregadores com gestão dinâmica de carga (DLM) que repartem entre si o que a instalação tem livre.
O que não entra: o espaço da sala de carga, os incidentes com ácido, o preço da potência em horas de ponta e a vida do lítio para lá dos 5 anos. Tudo isso joga a favor do lítio e entra na proposta, não na calculadora.
Máquina parada?
Diga-nos a marca, o modelo e o código — respondemos com o próximo passo.